Fala, Tolentino!
"Não sou completamente inútil. Pelo menos, sirvo de mau exemplo!"
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Sou um cobrador!
segunda-feira, 18 de junho de 2018
A Ilha, a Missão e a TSSF...
Um episódio marcante, tempo que não me será possível esquecer.
Fui a Cuba!
E tudo se arranjou e decidiu, aparentemente, tão rápido, pra mim...
Um tanto quanto apreensivo, no começo. A possibilidade, é fato, já estava apontada a quase um ano. Mas...
Passagens compradas, visto encaminhado, roteiro...
É missão. "Havia gente bem melhor, mas o meu nome eu escutei", diz a canção...
Jovem, um dia, quis ser frade pregador, depois sacerdote do coração de Jesus, e ser missionário. Não. A vida foi tomando outros rumos e outros caminhos se abriram. E aprendi que a missão é onde nossos pés pisam. E é a própria vida.
Graças ao testemunho, às mãos e as palavras — e, também, aos pedidos de ajuda musical — da Sandra fui me aproximando e conhecendo um pouco de Francisco, Clara e do Francisclarianismo. Simplesmente viver o Evangelho com integridade e inteireza. Viver o Evangelho e o testemunhar. "Se preciso, com palavras"...
Sei que vou muito longe disto. Mas cada dia um passo. E, com aqueles testemunhos e outros tantos de hoje, a certeza que é possível.
Depois, transitei para a Igreja Episcopal e, mais um pouco, me chegou às mãos um convite para um retiro, e a proposta de conhecer os francisclarianos anglicanos. A proposta era um Recomeço. E, apesar de eu nem saber de um começo, também o era pra mim.
Barbara e David, à frente. Seu desprendimento e entrega de vida, que as palavras não dão conta de traduzir, independente do idioma, um testemunho marcante! E a outras e outros conhecendo, reconhecendo, "e o Senhor me deu irmãos".
E, aí, grande descoberta, a busca de trazer para hoje e viver os ideais que moveram e o que se propunham os primeiros: evangelho, vida e liberdade. Bem episcopaliano isto, também.
Uma grande fraternidade internacional. Talvez, ainda, pequena em números em terras latinoamericanas, brasileiras e, agora, cubanas, mas desejosa e motivada a se comprometer, por isso grande.
Uma ordem, nome formal que a Igreja convencionou utilizar para estes grupos.
Mas, para além das burocracias e regulamentos rígidos, das amarrações tal camisa de força e regras carecidas de aprovação de autoridades, formamos, queremos ser uma sociedade.
Sim, gosto mais de me saber pertencente a uma sociedade do que a uma ordem. A palavra indica melhor: não vamos sozinhos, não são apenas as nossas possibilidades, interesses, recursos, motivações etc., temos parceiros, companheiros (os do mesmo pão), sócios, estamos associados; e, no sentido mais amplo, somos um grupamento de pessoas, que desenvolve um jeito próprio de ser, de viver, se identifica, cria cultura...
Com Princípios comuns, como linhas gerais e horizonte, propósito de vida compartilhado; uma Constituição que, apenas, lembra o essencial, acordos mínimos; e um rito (ordem) para admissões e renovações, três elementos, expressão do que nos identifica e ajudam a lembrar e expressar nosso jeito de perceber o Evangelho, nossa missão, para o mundo de hoje, nos tempos de agora e, sobretudo, nosso senso de pertença, que vai se conformando e quer acontecer pelo encontro, pelo afeto, carinho e cuidado, amor fraterno e sororal, cultivado na convivência e nas relações, a Sociedade de São Francisco.
Tantos de quem hoje se pode dizer "outro louco", outra louca, enquanto a lógica vigente é do "cada um por si e (d)eus por ninguém", entre nós queremos ser uns e umas pelas outras e outros, umas e uns com as outras e com os outros e Deus conosco. Ele mesmo, Emanuel, que se fez e faz um de nós! E nos chama e inspira, como fez com Clara, Francisco e tantas outras pessoas.
Ah, sim, temos Regra para seguir. E é pessoal. Só assim pode ser real. De vida e fé. Cada um com seu jeito, limites e possibilidades, disciplinas e propósitos. Não uma fôrma para nos moldar, mas a expressão e o compromisso pessoal de viver e nos tornar o que de melhor podemos, para nos deixar mais perto de ser o que queremos: seguidores e seguidoras de Jesus de Nazaré, das periferias, pobre... E viver com princípios comuns. Atualizando para nosso tempo, para nossa linguagem e estágio de humanidade, o que viveram os primeiros de Assis.
Isto é a Sociedade de São Francisco e de Santa Clara. Sim, no Brasil acrescentamos. Nossa caminhada eclesial tem nos ajudado a descobrir que é preciso reconhecer e integrar, complementaridade, que não anula as diferenças e características próprias.
Deus nos ajude e nos faça seguir na Missão!
Que é dEle, e é para nós e conosco hoje.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Sigo por aqui…
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Reflexões sob o céu, numa noite de lua nova com Vênus.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Não deixe de fazer
domingo, 25 de agosto de 2013
Pra não ficar mais tempo sem escrever aqui…
sábado, 31 de março de 2012
Começo e recomeço
Não dá pra seguir sozinho. “Estou convosco...” E repetimos sempre, em cada liturgia “seu Espírito está conosco”, nos ensinando, motivando, impulsionando... Fazendo descobrir novos caminhos, formas...
E a isto me disponho.
Encontrei acolhida entre os irmãos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Nela sendo recebido neste 1º/04/12 (não é mentira!), na Paróquia S. Paulo Apóstolo, em Santa Teresa-RJ.
O ser da Igreja sempre me inquietou. Várias surgem todos os dias, segundo pesquisa, em todo o mundo, a cada dia 9 novas igrejas. Neste emaranhado de possibilidades, junto me a uma igreja que se reconhece como parte da Igreja de Cristo. Aí, começo a me identificar, profundamente.
O lugar do Senhor, é do Senhor. Se, atentos, ouvimos sua voz, cumprimos sua vontade. Mas a Palavra é dele, Ele é a Luz, Fonte e Verdade.
Nenhuma igreja se pode dizer a única, exclusiva detentora da verdade, o “depositum fidei”. Não dá pra conter a Graça. Aí me aproximo dos reformadores, é pela Graça que se chega ao Mistério, ao mais profundo... Afinal, “Ele nos amou primeiro...”
E, pra mim, igreja que se quer de Cristo, tem de ser católica, no sentido literal da palavra: “para todos”. E no todos não se exclui ninguém. Ninguém! Quaisquer que sejam os jeitos, as escolhas, cor do cabelo, tatuagens ou não, as opções, as orientações...
Aliás, há uma exigência sim! Todos que fazem sua opção pelo amor, pela ética do cuidado do próximo, do fazer ao próximo o que gostaria que lhe fosse feito, são parte deste todos.,,
E na Igreja Episcopal do Brasil, parte da Comunhão Anglicana a palavra que quer expressar este nosso desejo e compromisso de catolicidade no mundo e para o mundo é Inclusividade. Assim se quer cumprir o mandamento novo, e levar para a vida, por em prática a ordem do Senhor que se repete na liturgia: tomai todos, comei, bebei, vinde benditos de meu Pai!
E sempre Reformanda. Iluminada pela escritura, a Reforma nos legou o reencontro com a Palavra de Deus guardada na Bíblia, as Escrituras como eixo estruturante da fé. Sempre à partir de Jesus Cristo, do Evangelho, Boa Nova para a vida do mundo. Reforma não é ruptura, não é abandono e "invenção da roda".
Chama-me atenção o trabalho dos restauradores. Observando seu trabalho entendi o que era a Reforma Protestante. Aproximar-se o máximo das origens, e trazer esta essência à vista. Mas não parar nisso: a reforma tem de ser sempre reformanda, se reinventado! Dar vida, com o ferramental do nosso tempo. O que também encontro nesta Comunhão, nesta Igreja.
Sei que ainda tenho muito que caminhar, conhecer, descobrir. Sei também que dificuldades serão encontradas. Somos pessoas! Com opiniões, desejos, projetos, vontades... Fazer isso conviver não é tarefa fácil... Mas seja sempre, como percebo, o propósito ser, no mundo, sinal da presença do Cristo, da ação do Seu Espírito, capaz de dar vida, e nos levar a encontrar a forma, a essência; sendo, de fato, quem somos, de um jeito cada vez melhor, para nos tornarmos, de fato, a imagem e a semelhança sonhadas pelo Pai.
Eis minha fé, marcada, renovada pela esperança...
À obra, o Mestre chama.
domingo, 11 de abril de 2010
Encontrar o Senhor, Ressuscitado
Cada vez que nos reunimos, de coração sincero, aberto ao encontro, acolhendo e nos deixando acolher, para refletir a vida, repensar nossos passos, os acontecimentos a nossa volta, para partilhar anseios, sonhos e esperanças, dividir as dores com o coração ardendo em desejar alegrias... Aí experimentamos ressurreição.
Ainda que o medo por um pouco nos domine. Dissera o poeta, para não perdermos a esperança: “Faz escuro, mas eu canto”. O caminho foi começado. E a vida só é vida se doada, partilhada. Experiência disso já a tivemos, e temos em cada nosso encontro. Podemos reconhecer: não estamos sozinhos!
As limitações que impomos, portas que se fecham, nossa humanidade exigente e prepotente, é superada pela força da presença do Eterno. Ele vem ao nosso encontro, põe-se entre nós, no meio de nós, de forma simples, mas intensa. E deseja-nos a paz. E nos manda ir fazer a paz acontecer.
Há um sopro, uma brisa mais que suave... Para quem quer ver sinais, há algo mais singelo? Porém pleno em significado, memória da criação, “Deus não parou de nos criar” e de dar a vida, para que levemo-la ao mundo.
Aquela igreja, gente reunida, comunidade, recebe o mandato de perdoar pecados. Per doar... Doar-se por... Aquela experiência que Paulo vai explicar dizendo “completo em minha carne...” (Col 1,24) a paixão, a entrega, a doação, a vida do Mestre. O sinal é simplesmente um sopro, que passa, mas que marca.
Pela primeira vez, o testemunho desta igreja: “Vimos o Senhor!” (Jo 20,25) Uma explosão de alegria e contentamento. Mas um dos nosso (ou nós mesmos?) precisa ver para crer...
Esta semana que vivemos, da Oitava da Páscoa, ficará por muito tempo na lembrança coletiva por conta da gravidade dos acontecimentos desencadeados pelas chuvas que assolaram o estado do Rio de Janeiro, associada a ressaca marinha. A natureza nos alerta e chama para uma nova consciência planetária. Cuidar da criação da nossa grande casa comum.
A negligência das lideranças, do governante que mistura gente com lixo, empurrando para os piores lugares os pobres, trabalhadores e trabalhadoras que buscam sobreviver enfrentando-se com o sistema que só os quer explorar.
E nós vimos...
Encontramos o Ressuscitado, o que precisa ainda ressuscitar! Em meio, às lágrimas, às dores, às dúvidas de quem não sabe o que fazer, aos que podemos ver e tocar, não mais com o lado aberto e as mão perfuradas, mas soterrados em meio a escombros, que perderam tudo o que tinha, sem lar, sem os seus queridos... “Onde sofre, chora, morre o teu irmão, Eu estou sofrendo, chorando, morrendo nele!” E a tantos e tantas que de tantas outras formas precisam e perseguem e buscam a paz que é fruto da Justiça, vida plena e em igualdade para todos.
É muito claro para nós ouvir do Senhor, no nosso tempo-espaço, “também Eu vos envio” (Jo 20,21). Fazer a ressurreição acontecer... “Um novo tempo, apesar dos perigos” e dos que matam e condenam à morte.
Para cada irmão tombado, nenhum minuto de silêncio, mas toda nossa indignação, toda nossa vida de luta, para que não mais haja diferenças entre ricos e pobres, homens e mulheres, brancos e negros, índios...
De agora para o futuro, crer para ver: Crer nas iniciativas de solidariedade, nos grupos de apoio e assistência, na organização comunitária, nos movimentos populares, sociais, de combate as opressões, na organização dos trabalhadores e trabalhadoras, nas comunidades de base que buscam na Palavra de Deus a força para construir a nova terra... E com esse sopro, vendaval que tudo há de transformar, ver a festa do Reino, a nova terra com pão repartido, sem primeiros e nem últimos...
Todos, ressuscitados então.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Posto em breve!
Sabe, de quando em vez, um vendaval de idéias toma o pensamento....
mas transcrever em palavras parece muito pouco.
Elas não dão conta!
Tento transcrever impressões, sensações, desejos, momentos... mas palavras fugidías entorpecem o pensar.
E absurdamente fogem e reaparecem e tornam a desaparecer.
Falta-me organizar,
escrever,
ler e reescrever.
Mas afirmo, com carinho a você, prezado leitor(a): Posto em breve!!!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
O Riacho é como a gente e gente é que nem riacho....
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Feliz hoje!
E este período de passagem de ano vem acompanhado de previsões, muitas, de diversos tipos... saber o que o futuro reserva atiça até aqueles mais despreocupados com o amanhã. É que até para esses ainda ecoa a pergunta do velho e apreciado samba: “como será o amanhã, responda quem puder... o que irá me acontecer?”
Veja, não desprezo estas previsões. Muita gente honesta faz porque acredita, e outras tantas realizam, fazem-nas acontecer porque acreditam mais ainda. Acho bonita esta fé, confiança.
Mas, ao que me parece, a resposta continua sendo a que o mesmo samba aponta: “o meu destino será como Deus quiser!”
Este pensamento é até lugar comum. Quem nunca manifestou o desejo de que algo acontecesse e ouviu um “se Deus quiser!”. E quem nunca ouviu, nem que tenha sido apenas uma vez, um mais cético retrucar “se eu não me virar...”
Estas falas nos colocam diante de realidades um pouco difíceis de assimilar e, que dirá, de
associar: destino e Deus. Ou não?
Assumindo uma fé cristã, que em e por si é católica (para todos!) já não mais tão romana – perdoem-me, se preciso! –, a compreensão de destino esbarra sempre na questão do livre arbítrio. Se temos a liberdade de decidir o que vai ser da nossa vida, o que faremos, se temos a liberdade de escolher livremente os rumos que daremos a nossa existência, e crendo ser esta liberdade vinda de Deus, idealizador e criador de todas as coisas, como compreender o tal destino, algo já pré-estabelecido e que, portanto, nos cabe apenas cumprir sabendo-nos detentores desta liberdade?
Não está muito distante a afirmação de que concordo com o que diz o samba: “O meu destino será como Deus quiser!” E afirmo consciente e utilizando o meu livre arbítrio para crer assim. Ele, o destino, meu destino, está nas minhas mãos. E, olhe para as suas... aí está o teu.
Por isso, quando boa parte da população mundial troca votos de feliz ano novo, outras parcelas ainda levarão algum tempo para fazê-lo, ou já o fizeram a pouco (lembrem-se que estamos falando do ano civil, calendário cristão-gregoriano, mas há ainda os calendários judeu, muçulmano, chinês, maçônico e outros) quero fazer uso deste espaço para desejar um feliz hoje, isso mesmo: Feliz Hoje!
“Como Deus quiser...” neste tempo de passagem sob o céu e sobre a terra, o agora que temos para plantar e colher, desejar, lutar e conquistar, sonhar e realizar, tempo para a revolução-libertação, tempo para transformar... tempo tão importante (o mais!), tão importante que o chamamos de presente! Ele, Deus, fonte de vida, nos dá essa dádiva e nos chama a deixá-lo ser nosso parceiro nesta empreitada.
Feliz Hoje!
Cada vez que vemos a luz do dia, o entardecer e o anoitecer, a flor que nasce, a criança que sorri, a rugas dos rostos que percorreram anos e nos apontam caminhos... cada vez que o ar toma nossos pulmões, sopro de vida, que circula nas veias, no ritmo do compasso do coração, estamos diante do mais belo e mais importante de todos os que já recebemos. É tempo Presente.
E aí, canta comigo... “o que irá me acontecer?...” e continua cantando... “o meu destino será como Deus quiser!”
Feliz Hoje!
Viva intensamente este tempo. Presente! Desembrulhe-o! Abra os olhos, tome consciência de que está em suas mãos...
Feliz Hoje!
Sonhe! E acredite! Em que quer que seja... Como queira chamar o ser divino... E em si mesmo!
Se for de cantar, cante; se for de dançar, dance... Enfim seja você! Escolha a vida. Escolha viver!
Feliz Hoje!
Aí está o seu destino, que o “se Deus quiser”, tomará a forma que você der e que seja a mais intensa e mais bonita!
Feliz Hoje!
E lembre-se que o Criador, que colocou em nossas mãos este Presente espera que com ele cumpramos aquele destino, aquela finalidade que Ele espera (isto mesmo, espera! É opção nossa!): Usar este Presente para que o mundo todo perceba que todos participam deste tempo! E que, por isso, ninguém deve ficar excluído! Todos devem ter as condições essenciais para viver e experimentar isso: trabalho, alimento, saúde, educação, moradia... E se partilharmos o que recebemos no presente, do nosso Presente, dá para todos e ainda sobra!
Feliz Hoje!
Próspero todo dia, cada dia!
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Posto em breve!
Prezados,
Não é que assunto falte,
Não é que falte o que ser dito...
Falta parar,
Organizar o pensamento,
E
Escrever.
Pretendo fazê-lo,
Em breve.
É visceral,
É-me vital!
Posto em breve!
terça-feira, 10 de abril de 2007
Nem praga, nem chaga
De fato, aquela também era, e a esperança era de que para sempre, uma boa oportunidade de silenciar Jesus. Afinal, a ordem vigente corria risco sendo pervertida pelo Nazareno. Jesus estava colocando em cheque aquilo que era imposto como verdade absoluta por aqueles que, dos centros do poder, sem viver a realidade do povo ditavam regras de comportamento, tentavam controlar os pensamentos e impedir toda e qualquer possibilidade de ameaças que pudessem modificar sua cômoda e ostentadora situação.
E Jesus é posto a prova. De um lado a lei mosaica, que mandava apedrejar as mulheres flagradas em adultério. Se Jesus dissesse que não o fizessem, estaria indo contra a religião institucionalizada, e amarrada às prescrições da lei opressora. Se mandasse apedrejarem-na estaria indo contra as leis dos romanos, que dominavam aquela região à época, e não admitiam este tipo de punição. Aí, seria fácil calar Jesus, aprisioná-lo por incitar o povo a se voltar contra os dominadores, Ele que despontava como liderança e já atraía diversos seguidores, sobretudo os mais pobres, esquecidos e marginalizados, de alguma forma tinha que ser contido. Jesus parece ignorar a cilada que lhe armavam. Sua ocupação é outra.
Diferentemente da inquietação dos que se aglomeravam a sua volta, com serenidade Jesus se inclina, e começa a escrever no chão. Ouvindo o trecho "Jesus se inclinou" lembro-me da passagem "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" que encontramos no prólogo do mesmo evangelho da comunidade de João. E novamente é esta a atitude de Jesus, inclinar-se, compadecer-se, encarnar-se... Vem se inscrever na nossa história e, naquela história em particular, ferida, chagada... E devolve-lhe a sua dignidade.
A chaga não é ela. Ferida é o que o julgamento, aliás, a condenação, que queriam impor, lhe causa. Também não era uma praga que pudesse se alastrar no meio social e religioso. Jesus a vê na sua essência, uma pessoa, limitada, com uma história de vida desconhecida, certamente cheia de erros e acertos, como qualquer um dos seus acusadores.
E aí está talvez a grande chave para trazermos esta passagem do Evangelho para nossa vida. A lógica de Jesus é diferente. Não julgar, não condenar. E esta também seja a nossa atitude diante daqueles e daquelas marginalizados pelas nossas sociedades. Nem pedras, nem fogueira para aqueles que escolheram, como Jesus, os pobres; ou para os que viram seu matrimônio fracassar e tentam ser felizes e nem para nenhum dos outros tantos e tantas excluídos e excluídas que esperam em nós Aquela acolhida.
domingo, 31 de dezembro de 2006
Fala, Tolentino!
Todo ano é sempre a mesma história. Vou começar a dieta, malhar, parar de fumar, beber... Promessas e projetos.
Prefiro que ficamos com os segundos. Sem promessa, mas assumindo projetos de vida, fazendo deles nossos compromissos.
Mais do que isso, façamos dos projetos que assumirmos motivadores de nossa vida. Façamo-los como que molas propulsoras, que nos farão ir "para o alto e avante".
A todos que passam e passarem, um 2007 de projetos e com empenho neles, um ano de realizações e conquistas.
Com a paz e a luz do Grande Arquiteto do Universo, que não se cansa e não cessa de projetar, e de nos convocar a cooperar na contrução dos seus planos.
Beijo do magro.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Casa Nova
Ei-lo!
O endereço anterior foi acometido por uma enxurrada de spam's que lotavam a caixa de e-mails.
A todos meus prezados amigos leitores: posto em breve!