É bastante conhecida a regra de ouro, "não faça aos outros aquilo que não gostaria que te fosse feito."
Presente em diversas religiões, aparece na tradição cristã no livro bíblico (apócrifo/deuterocanônico) de Tobias:
"Assim, o que não gostas, não o faças a ninguém…" (Tobias 4, 15 CNBB)
No Evangelho, Jesus muda o foco e da negação, passa a afirmação
"Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês; pois esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:12 NVI)
A lei não muda. Em Cristo, novo sentido, nova direção, novo modo de ver a vida e estar no mundo.
Ao invés do que não fazer, somos chamados a fazer, a ter a iniciativa.
Começa em mim a mudança que enxergo necessária, começa pelas minhas atitudes o novo que o mundo espera e sei que merece.
Procuro não me queixar do que recebo. quando dói é natural sentir, calar e aquietar, mas a busca constante deve ser voltar ao Cristo do Evangelho.
A ação primeira deve ser minha, e mais que deixar de fazer, é preciso fazer o que é bom, o que é belo, o que constrói e edifica. Não é simplesmente deixar de fazer o que é mal, aquilo de que não se gosta, justamente o contrário… É antes, sem ser pedido, esperado, ou mesmo merecido, fazer o bem, ser o agente da transformação.
Um dos padres da Igreja, Agostinho, na experiência da vida segundo o ensino de Cristo afirmou: "Ama e faze o que quiseres" e esta é uma provocação a voltar ao que a Palavra ensina. O que quiseres…
O que quiser encontrar;
O que quiser receber;
O que quiser merecer;
O que quiser…
Faça você.
E a minha oração é aquela antiga, cujo autor desconheço, mas sempre e cada vez mais necessária:
"Muda o mundo, Senhor, mas começa comigo!"
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